SNPL ADERE ÀS GREVES DE DIA 17 e 27 DE JUNHO – PORQUE DEFENDE UM ENSINO DE EXCELÊNCIA

O Sindicato Nacional dos Professores Licenciados (SNPL) informa todos os
seus associados e docentes em geral que, apesar de não ter apresentado o pré-aviso de greve, vai aderir à greve de professores agendada para o dia 17 deste mês. A mesma posição será assumida em relação à Greve Geral do próximo dia 27 sendo o pré-aviso da nossa adesão enviado no âmbito da Frente Sindical da Administração Pública.
Alertamos os docentes para o facto de que a convocatória feita para todos os
professores comparecerem nas escolas na próxima segunda-feira não passar
disso mesmo: de uma convocatória. Ou seja, não tem qualquer carácter de
obrigação e só estará nas escolas quem quiser. Trata-se
de uma “requisição
civil” enca
potada e que o SNPL desde já denuncia.
O SNPL está frontalmente contra a redução salarial, o aumento dos descontos para a ADSE, um novo sistema de mobilidade especial com limite de
permanência que possibilita a perda de vínculo laboral e a redução de
trabalhadores por rescisão por mútuo acordo.
O Governo, através dos seus representantes do Ministério da Educação e da
Ciência e da Administração Pública, em sucessivas reuniões mantidas com o
SNPL, prometeu, em várias ocasiões, não cortar subsídios nem reduzir salários e também que não iria despedir funcionários públicos, entre os quais se enquadram os docentes. Além disso, sempre nos foi dito que a mobilidade especial não seria aplicada aos professores, bem como que não se procederia ao aumento do horário de trabalho.

O SNPL TENTOU E CONSEGUIU UM MEIO TERMO, NO SENTIDO DE QUE ESTE AUMENTO DA CARGA HORÁRIA NÃO SE REFLECTISSE NA VERTENTE LECTIVA.

Mas admitimos que foi apenas uma pequena cedência do Governo em prol da qualidade do ensino e da valorização dos alunos.
Perante uma situação social já tão grave, a verdade é que em relação a tudo o resto o Governo tem respondido
com uma intransigência do “antes quebrar
que torcer”
, posição esta que o SNPL não pode de forma alguma aceitar.
Defendemos e vamos sempre defender uma Educação que rume à excelência.
Mas com estas medidas governamentais isso começa a torna-se quase utópico.
Lisboa, 13.06.2013

A Direcção Nacional

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