GOVERNO SEM RESPOSTAS PARA OS PROFESSORES

“Esta é uma negociação que não é bem uma negociação.” Foi com estas palavras que o Secretário de Estado da Administração Pública começou um encontro, no passado dia 18 de Setembro de 2012, com o SNPL. Helder Rosalino limitou-se a dizer que não estava preparado para dar respostas aos professores, uma vez que o Orçamento de Estado está condicionado pelo que denominou ser o “Acordo Internacional”.

Apesar de não ter respostas para dar aos problemas dos professores, o SNPL não deixou de mostrar, entre outros aspectos, a sua preocupação com o facto de os aposentados serem penalizados em 30% caso as medidas anunciadas pelo Governo sigam em frente e com a agravante de haver professores aposentados que irão pagar mais em sede de IRS do que professores com os mesmos rendimentos que se encontram no activo.

“Temos de fazer ajustamentos, devido às grandes dificuldades que temos. Estamos num estado de emergência e os funcionários públicos estão do lado da despesa”, disse, na reunião “para inglês ver”, o secretário de Estado, apressando-se a corrigir e a afirmar que, afinal, os funcionários públicos tanto estão do lado da despesa, como da receita. Helder Rosalino fez ainda saber que a redução de efectivos na Função Pública irá ser feita “de forma natural, com as aposentações, com o controlo das admissões e com a não renovação de muitos contratos de trabalho a termo certo”.

Em termos de aposentações, a convergência será feita já em Janeiro de 2013 e não em 2015 como tinha sido anunciado. O secretário de Estado agendou uma nova reunião para o próximo dia 28 de Setembro, que o SNPL espera ser bem mais produtiva. Numa época de perda de direitos outrora adquiridos, o SNPL vai continuar a assumir a defesa inequívoca e solidária dos professores, certos de que só motivados e com decisões assertivas todos nós poderemos RUMAR À EXCELÊNCIA,   

21 de Setembro de 2012

A DIRECÇÃO DO SNPL

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