GOVERNO ROUBA FÉRIAS AOS PROFESSORES E MARCA PROVAS EM CIMA DA HORA

O Sindicato Nacional dos Professores Licenciados (SNPL) manifesta a sua indignação face ao comportamento do Ministério da Educação e Ciência (MEC) em relação à marcação da Prova de Avaliação e de Conhecimentos que foi agendada, hoje, dia 17 de Julho de 2014, através de uma surpreendente publicação em Diário da República, para o próximo dia 22, ou seja já esta terça-feira. Trata-se de uma decisão unilateral tomada pelo Governo e que o SNPL repudia de forma veemente.

Além disso, vários responsáveis das escolas foram convocados, através de um e-mail enviado ao início do dia de hoje, para comparecerem numa reunião hoje, no Ministério da Educação, sendo que muitos residem a centenas de quilómetros de Lisboa e alguns nem sequer dispõem de viatura própria. Estamos perante decisões prepotentes tomadas pelo Governo e que lesa milhares de docentes, uma vez que se deparam de repente com a privação das suas merecidas férias.

O SNPL recorda que muitos professores entram em gozo de férias a partir do dia 20 de Julho. Estes docentes terão, assim, de as interromper para prestar provas ou vigiá-las. Acresce que os poucos professores que ainda se encontram de serviço estão a corrigir os exames feitos recentemente por milhares de alunos.

A verdade é que, tal como SNPL já tinha alertado, o Governo aproveitou a desmobilização dos professores para agendar este procedimento, numa atitude que se aproxima da má-fé. E existe mesmo a probabilidade forte de não existirem, naquela data, professores suficientes para vigiar a prova.

O SNPL deixa desde já vincada a sua preocupação com o concurso externo, uma vez que, com todos os atrasos que se têm verificado, ninguém sabe quando é que se irá efetivamente realizar. Embora o Governo diga que esta prova ainda será feita a tempo dos concursos de seleção e recrutamento de professores para o próximo ano letivo, o SNPL não pode deixar de dizer que tem muitas dúvidas.

Iremos manifestar junto das entidades competentes o nosso desagrado pela forma como todo este processo está a ser conduzido e tomar as medidas que julgarmos necessárias para denunciar e impedir este tipo de abuso, porque os docentes também têm vida própria e não podem ser manipulados a bel-prazer pelo Ministério da Educação e da Ciência.  

Lisboa, 17.07.2014

A Direção Nacional

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